Como e quando prescrever whey

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Como e quando prescrever whey

Whey protein é extraído do soro do leite e amplamente utilizado como suplemento alimentar na nutrição clínica e esportiva. Possui alto teor de proteínas ricas em aminoácidos essenciais, os quais podemos destacar a glutamina, arginina e aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA’s: leucina, isoleucina e valina). Além disso, o whey tem diversos benefícios conhecidos no organismo em diversas situações. Porém, dentre essa ampla aplicabilidade, surge a dúvida: como e quando prescrever whey para os pacientes?

Primeiramente, vamos conhecer os principais tipos de whey:

Whey concentrado:

Tem em média 75% a 80% de proteínas. Apresenta lactose, gorduras e alguns micronutrientes na composição. Pode ser prescrito para grande parte dos pacientes, com exceção logicamente de intolerantes à lactose e alérgicos ao leite.

Whey Isolado:

Tem em média 90% de proteínas. Apresenta pouca ou zero quantidade de lactose e gorduras. Pode ser prescrito para intolerantes à lactose. Mas dependendo se houve ainda lactose no produto e do grau de intolerância do paciente, pode ainda haver reações com o consumo. Então deve-se monitorar os sintomas gastrointestinais após a prescrição para estes pacientes.

Whey hidrolisado

Tem em média 90% de proteínas. Sofre processo de hidrolise proteica, gerando assim peptídeos. Dessa forma, é indicado para pacientes com alergia ao leite. Porém, deve-se tomar cuidado com a prescrição desse tipo de whey para esses pacientes. O produto pode ter outros tipos de whey na composição e não só o whey hidrolisado. Por isso é importante ler o rótulo! Além disso, caso o processo de hidrolise não tenha sido bem realizado, ainda pode-se haver reações ao produto por estes pacientes. Então também deve-se monitorar o paciente após a prescrição. E se for caso, mudar a prescrição para outra proteína, como as extraídas de carne ou vegetais.

Mas quando podemos prescrever whey? Em casos em precisa-se adequar o consumo de proteínas e só com a alimentação fica difícil pelo volume necessário. Ou quando precisa-se de comodidade em determinadas refeições.

Vamos levar pra prática para entender melhor…

Por exemplo, no primeiro caso digamos que o paciente precisa consumir ao dia 150 g de proteínas. Com a alimentação tenha-se chegado a 100 g e não tem como aumentar o volume de alimentos proteicos (por qualquer motivo). Então poderia ser interessante prescrever whey e estrategicamente em alguma(s) refeição(ões) que apresenta(m) menores quantidades de proteínas. E não precisa ser necessariamente em um pós-treino! Assim, as refeições ficam melhor distribuídas em teor proteico. E no final do dia, a quantidade de proteínas estará adequada ou pelo menos perto da adequação.

No segundo caso, de comodidade, pode ser que pela rotina do paciente em que não seja possível fazer uma refeição sólida. Então, por comodidade e também para as refeições ficarem melhor distribuídas em teor proteico, pode-se prescrever o whey estrategicamente nessas refeições.

Vale ressaltar que uma alimentação equilibrada, com refeições com teores proteicos bem distribuídos ao longo do dia, já é capaz de atender as necessidades dos pacientes (seja desportistas, atletas ou até enfermos). Assim, nesses casos, não haverá necessidade da prescrição de whey ou qualquer outro suplemento proteico.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

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