Terapia nutricional no diabetes: da teoria à prática

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada pela presença de hiperglicemia secundária à redução dos níveis de insulina circulante ou a um déficit dos efeitos teciduais desse hormônio, ocasionando alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios. Além disso, segundo a última estimativa do IDF (2019), estima-se que em 2019 a população mundial com diabetes era da ordem de 463 milhões de pessoas e que deverá atingir 700 milhões em 2045. Com essa pandemia do diabetes, é fundamental termos uma base sobre a terapia nutricional no diabetes, desde a teoria à prática.

Tipos de diabetes

O DM tipo I resulta da destruição das células beta, geralmente levando a absoluta insuficiência de insulina. O DM  tipo II é caracterizado pelo déficit na secreção de insulina e/ou de resistência à insulina. Outros tipos específicos de DM ocorrem devido a outras causas, por exemplo, defeitos genéticos na função das células beta do pâncreas, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças exócrina do pâncreas (tais como cística, fibrose), droga ou induzida quimicamente (tais como no tratamento do HIV/SIDA ou após algum transplante) e o DM gestacional, diabetes diagnosticado durante a gravidez que não é claramente considerado o diabetes em si.

Devido à hiperglicemia, independe da origem, a terapia nutricional é vital para o tratamento e controle do diabetes. Certamente, o DM tipo I é o que precisa de uma cautela maior no planejamento alimentar. Isso porque há a necessidade de ajustar os alimentos ingeridos, principalmente de fontes de carboidratos, com a administração da insulina exógena. Portanto, para isso temos que utilizar a estratégia de contagem de carboidratos. Essa estratégia ajuda o paciente a regular a dosagem de insulina (pela orientação médica) em relação a quantidade ingerida de carboidrato. Ou seja, o paciente ajustará quantas unidades de insulina serão necessárias para metabolizar X gramas de carboidratos.

Na prática…

Mas de modo geral e para todos os tipos de diabetes, precisamos ensinar esses pacientes a fazer escolhas mais assertivas (utilizando a educação nutricional), não fazer terrorismos com alimentos específicos, usar estratégias para amenizar o impacto glicêmico das refeições (como incluir fontes de proteínas, fibras e/ou lipídeos ao prescrever fontes de carboidratos nas refeições) e incentivar a prática de exercícios físicos com orientação profissional.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

Referência: IDF DIABETES ATLAS. 9th- Edition, 2019.


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