Conheça 8 métodos para estimar o gasto energético

[Tempo estimado de leitura: 3 minutos]

É muito importante saber escolher a melhor fórmula para estimar a necessidade energética e como calcular o Gasto Energético Total (GET). Mas existem 8 métodos para estimar o gasto energético do seu paciente.

Os métodos padrão-ouro, na maioria das vezes, são altamente sofisticados, com alta complexidade e custo alto. Um ótimo exemplo, é a calorimetria direta que é considerada um método padrão-ouro para medir o gasto total de energia, mas requer o confinamento do indivíduo por 24 horas ou mais.

Outro método é água duplamente marcada, com uma precisão de 97 a 99% em comparação com outros métodos, contudo é bastante caro e requer equipamentos sofisticados, bem como pessoal treinado.

A calorimetria indireta, também é utilizada para estimar a Taxa Metabólica Basal (TMB) e a Taxa Metabólica de Repouso (TMR), suas vantagens são não ser um método invasivo, precisão significativa e alta reprodutibilidade, entretanto também requer uma equipe bem treinada e tem um custo razoável.

Em contraposição, um método acessível, não invasivo e que pode estimar o gasto energético é a bioimpedância elétrica, mas o estado de hidratação, condições pós-prandial ou de jejum, uso de diuréticos e outros fatores podem influenciar os resultados.

Uma outra possibilidade é realizar um registro extremamente detalhado de todas as atividades físicas realizadas diariamente, esse método de baixo custo, é o recordatório de atividades físicas. Contudo, em relação ao recordatório, o gasto energético estimado não leva em conta diferenças interindividuais que podem afetar o custo energético de um movimento. Além disso, será necessário ainda aplicar fórmulas/equações preditivas, que por sua vez, podem superestimar ou subestimar a TMB/TMR.

Além disso, na literatura encontramos métodos com sensores de movimento que mostraram uma relação significativa entre os movimentos dos segmentos corporais e o consumo de oxigênio. E o monitoramento da frequência cardíaca, pois ela está relacionada com o consumo de oxigênio e, em certas circunstâncias, pode ser útil na estimativa do gasto energético.

Vale ressaltar que alguns dos métodos supracitados são comumente utilizados em pesquisas cientificas, o/a nutricionista em seu consultório deve avaliar o método que melhor se encaixa nas suas necessidades e sempre estar pautado em métodos validados.

A seguir temos uma tabela que resume e descreve as vantagens e limitações de alguns métodos para estimar o gasto energético:

MétodoVantagensLimitações
Água Duplamente MarcadaPrecisão e acuráciaCustos e equipamentos sofisticados.
BioimpedânciaMétodo não invasivo.Influência da hidratação, idade, prática de exercícios, uso de diuréticos, período menstrual etc.
Calorimetria DiretaGrande precisão e ambiente controlado.Custo, tempo e dificuldade de combinação com outros métodos.
Calorimetria IndiretaCusto razoável, não invasivo e com grande reprodutibilidade.Apesar de ter uma boa acurácia, o gasto ainda é estimado pelo consumo de oxigênio e produção de gás carbônico.
Equações PreditivasSimples, rápido e acessível.Podem superestimar ou subestimar a TMB/TMR.
Monitoramento da Frequência CardíacaCusto e precisão.Relações diferentes entre atividades físicas de baixa intensidade em relação às de intensidade moderada a pesada.
Recordatório de Atividades FísicasBaixo custo e boa variedade em listas de atividades (Compendium).Difícil comparação e diferenças interindividuais.
Sensores de MovimentoAplicabilidade e praticidade.Inabilidade de caracterizar com precisão a variedade de movimentos que ocorrem em um ambiente de livre movimentação.

Referências:

Pinheiro Volp AC, et al. Energy expenditure: components and evaluation methods. Nutr Hosp. 2011.

RIBEIRO, S.M.L., et al. Avaliação Nutricional – Teoria e Prática, 2ª edição. 2018.

Spurr GB, et al. Energy expenditure from minute-by-minute heart-rate recording: comparison with indirect calorimetry. The American Journal of Clinical Nutrition 1988.

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