Como e quando prescrever ômega-3

De acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemia e prevenção da aterosclerose, a suplementação de ômega 3 reduz os triglicerídeos (TG) e podem aumentar discretamente o HDL (“colesterol bom”), mas pode também aumentar o LDL (“colesterol ruim”) (1). Portanto, seu uso indiscriminado não é indicado e pode ser perigoso.

O ômega 3 é indicado na hipertrigliceridemia grave. Nesse caso, a dieta e exercício físico aliados à suplementação de ômega 3, exerce potente efeito na redução dos níveis de TG (2).

Um estudo feito com pacientes que estavam com hipertrigliceridemia demonstrou que o ômega 3 foi capaz de reduzir os níveis de APO CIII e consequentemente contribuiu para a redução dos TG (3).

Sobre o sistema cardiovascular, um estudo feito em pacientes com história de infarto do miocárdio, relatou que suplementação de ômega 3 foi capaz de exercer efeito anti-arrítmico, melhora da frequência cardíaca e aumento dos glóbulos vermelhos (4).

Mesmo tendo os benefícios citados, a suplementação requer acompanhamento, devido (entre outros fatores) a possibilidade de aumentar o LDL. No caso de suplementação em gestantes, os exames de tempo e atividade de protrombina deve ser constantemente avaliado, a fim de evitar eventos hemorrágicos.

 

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(1) Atualização da Diretriz Brasileira de dislipidemia e prevenção da aterosclerose. 2017.
(2) Treatment of hypertriglyceridemia: a review of current options. 2015.
(3) Effects of omega-3 carboxylic acids on lipoprotein particles and other cardiovascular risk markers in high-risk statin-treated patients with residual hypertriglyceridemia: a randomized, controlled, double-blind trial. 2015.
(4) Effect of w-3 polyunsaturated fatty acids on predictors of sudden cardiac death in patients with ischemic heart disease and ventricular rhythm disturbances. 2012.

Autora do texto: Licyanne Lemos