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Como orientar o armazenamento de alimentos

Como orientar o armazenamento de alimentos é essencial na consulta nutricional e não pode faltar para seus pacientes! Os alimentos são um ótimo local para a proliferação de microrganismos, esse cuidado evita doenças, como por exemplo, intoxicações alimentares. Por isso, compilamos os principais tópicos para você abordar com seus pacientes sobre o armazenamento de alimentos.

AlimentosComo armazenar
Alimentos secos e embalados (ex: arroz, feijão)Em temperatura ambiente, local arejado e longe da luz solar.
Verduras, legumes e frutasLavar em água corrente para remover as sujidades aparentes, deixar de molho em água com hipoclorito de sódio ou água sanitária sem alvejante e sem perfume (1 colher de sopa para 1 litro de água durante 15 minutos), lavar em água corrente para remover a água clorada e secar. Podem ser guardados na parte inferior da geladeira, já que a temperatura é mais amena.
Alimentos preparadosNão devem ficar em temperatura ambiente por muito tempo. Se for o caso de transportar a refeição, utilizar bolsas térmicas. Porém, o ideal é servir após o preparo e armazenar em potes limpos sob refrigeração ou congelar após a refeição.

 Porém, infelizmente, ainda estamos vivendo tempos de pandemia, alguns cuidados extras são necessários:

  • Higienizar as embalagens com água e sabão ou álcool 70%;
  • É importante fortalecer e apoiar os pequenos negócios sempre que for possível, mas priorize a alimentação em casa, uma vez que todos os cuidados envolvidos podem ser melhor controlados;
  • Caso opte por estocar um pouco mais de alimentos do que o normal, se atentar aos prazos de validade.

De modo geral, a orientação sobre o armazenamento de alimentos deve ser feito de uma maneira educativa, explicando as vantagens de seguir as orientações e os problemas que podem acontecer ao não respeitar essas regras. O armazenamento de alimentos é uma parte essencial da orientação nutricional, já que, caso não seja feito corretamente, pode representar risco para o paciente. Mas não basta ter conhecimento do assunto: é preciso saber também como passá-lo para o seu cliente de forma clara e didática.

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EasyDiet, feito por nutricionistas para nutricionistas.

Autor do texto: Matheus Medeiros

O blog da EasyDiet é aberto para qualquer nutricionista ou estudante de nutrição enviar textos. Por isso, a responsabilidade do conteúdo do texto é inteiramente do autor(a) e não reflete necessariamente o posicionamento da empresa.


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3 tópicos fundamentais na terapia nutricional na doença renal crônica

1. Exames bioquímicos

  • Fósforo sérico
  • Ureia sérica/urinária/urinária de 24h
  • Creatinina sérica/urinária/urinária de 24h
  • Ácido úrico sérico/urinário
  • Microalbuminúria
  • Homocisteína

São alguns dos exames que você pode solicitar para fazer o acompanhamento/evolução do paciente. A alteração desses exames requer o manejo da terapia nutricional na doença renal crônica e acompanhamento multidisciplinar.

2. Recomendações na terapia nutricional na doença renal crônica

Recomendações diárias de nutrientes para pacientes na fase não-dialítica da doença renal crônica
Energia (kcal/kg de peso atual ou ideal, em caso de obesidade ou muito baixo peso)30 a 35
Proteínas (g/kg de peso atual)Estágios 1 e 2: 0,8 – 1 Estágios 3 a 5: 0,6 – 0,8 TFG < 30 mL/min: 0,3
Fósforo (mg)Em torno de 800, ou 10 a 12 mg/kg
Cálcio (mg)Individualizado para cálcio, fósforo e PTH séricos; 1.000- 1.200
Sódio (mg)1000 – 2300
Potássio (mg)Individualizado; geralmente não restrito, ou restrição de 1000 – 3000
Recomendações diárias de nutrientes para pacientes na fase dialítica da doença renal crônica
Energia (kcal/kg de peso atual ou ideal, em caso de obesidade ou muito baixo peso)Semelhante à de indivíduos saudáveis, normocalórica
Proteínas (g/kg de peso atual ou ideal)1,1 a 1,2
Fósforo (mg)800 a 1000 ou ≤ 17 mg/kg
Cálcio (mg)≤ 1.000
Vitamina D (µg)Individualizado para cálcio, fósforo e PTH séricos
Sódio (mg)1000 – 2300
Potássio (mg)1000 – 3000 ou 40 mg/kg de peso atual
Ferro (mg)Pacientes recebendo eritropoietina normalmente necessitam da suplementação rotineira
Líquidos500 a 750 mL + volume urinário de 24h 750 a 1000 mL se houver anúria

3. Recomendações suplementares

  • A suplementação com cetoácidos (aminoácidos sem o grupo amina) tendem a melhorar os sintomas urêmicos, a proteinúria, ao mesmo tempo que auxilia a manutenção de estado nutricional adequado.
  • O uso de softwares, como a EasyDiet, é essencial nestes casos. Visto a cautela necessária com a assertividade das quantidades dos nutrientes prescritos e terapia nutricional na doença renal crônica como um todo.
  • O acompanhamento e integração multidisciplinar é fundamental ao cuidado do paciente com doença renal.

Referência: CUPPARI, Lílian. Nutrição Clínica no Adulto. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. Nutrição Clínica no Adulto, 3ª edição, 2014.

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4 passos fundamentais para um atendimento nutricional eficiente

Confira os 4 passos fundamentais para um atendimento nutricional eficiente:

1. Gere conexão já antes da consulta

Você pode mandar um material para ajudar o paciente a criar/modificar hábitos já antes da consulta. É preferível que ele seja resumido mas com informações que agreguem valor, numa linguagem fácil e clara. Assim, o paciente já vai conhecer um pouco do seu trabalho antes da consulta e você gera valor ajudando em mudanças simples, porém, valiosas nos hábitos.

2. Dinamismo durante a consulta

Ninguém merece passar de 1 à 2 horas num consultório só respondendo perguntas roboticamente, não é? Por isso, dê atenção total ao paciente durante a consulta. Apesar que administrar o tempo de consulta é muito importante, tente não cortar muito o paciente quando ele/ela estiver falando; evite mandar e-mails e/ou resolver/fazer outras coisas durante a consulta; e ter processo bem estabelecido de atendimento, com anamnese, avaliação antropométrica, exames bioquímicos e físicos, além do planejamento alimentar é essencial para o atendimento nutricional ser padronizado com todas as informações necessárias. E com EasyDiet você tem todas as ferramentas necessárias para um atendimento nutricional eficiente.

3. Faça o planejamento alimentar junto ao paciente

Após montar uma versão melhorada do recordatório habitual do paciente, se possível, vire a tela para o paciente e faça modificação na dieta juntos. Isso envolve adicionar ou excluir alimentos, perguntar se vai ser possível consumir aquele alimento/refeição, se gosta ou não de tal alimento e assim por diante até finalizar o plano. Isso ajudará muito na adesão ao plano, trazendo resultados mais eficientes e duradouros.

4. Acompanhamento pós-consulta

Como já falamos aqui, é importante com uma certa frequência perguntar para os pacientes como está sendo seguir o plano alimentar, se está tendo alguma dificuldade. Isso ajuda a identificar os motivos da falta de adesão, se for o caso, e a identificar pontos chaves na dieta que podem ser ajustados e adaptados para uma melhor adesão. Às vezes “apenas” o estímulo e motivação são necessários, mas faz muita diferença para o paciente criar forças de seguir o plano quando não se sente capaz.

Mas você não precisa necessariamente mandar mensagens manualmente para todo paciente no pós-consulta, até porque isso demanda um trabalho que se você já tem uma boa escala de clientela, fica inviável fazer isso “na mão”. Então você pode explorar ferramentas de automação, por exemplo, de envio de e-mails como o Mailchimp. Você pode configurar para que sua lista de e-mails de clientes receba e-mails específicos em determinado período. Isso ajuda a automatizar esse processo de colher informações dos seus pacientes referente a adesão e você apenas se preocupar com os ajustes necessários.

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Como fazer uma boa anamnese nutricional

Uma boa anamnese é um dos pilares para o sucesso do tratamento nutricional. É a ferramenta que utilizamos nos atendimentos para obter informações pertinentes para a conduta nutricional. Mas como podemos fazer uma boa anamnese nutricional, sem perder tempo mas ainda mantendo a qualidade? Veja como fazer isso com esses 3 pilares:

1. Atenção ao essencial

Você deve iniciar levantando informações pessoais (nome, sexo, idade, estado civil, profissão, escolaridade…), clínicas (diagnósticos médicos, antecedentes de doenças na família…), hábitos (rotina, consumo alimentar habitual, prática de exercícios, sono, etilismo, tabagismos…) e outras informações que você julgue essencial para o planejamento da conduta nutricional. Fazer perguntas que não mudam em nada sua conduta só vão te fazer perder tempo na hora da consulta.

2. Padronização o questionário

Ter questionários padronizados, que você “bata o olho” e saiba como perguntar e qual informação você está buscando, ajuda muito na assertividade da anamnese e das informações que serão coletadas. Então ter uma anamnese construída numa linguagem fácil, clara e objetiva é essencial na rotina dos atendimentos nutricionais.

3. Gestão das anamneses

Por ser um documento fundamental sobre seus pacientes, usar um software como a EasyDiet é crucial para ter segurança e organização desses dados. Dessa forma, garante-se que você tenha todas essas informações de forma fácil e estruturadas quando você precisar.

Em suma, tendo esses pilares bem estruturados no seu atendimento, você controla melhor o tempo de consulta, economiza tempo, não perde qualidade e com mais conhecimentos relevantes sobre seus pacientes, a conduta nutricional será mais assertiva em relação a todas as necessidades de cada paciente, melhorando a adesão e os resultados com o planejamento alimentar.

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Terapia nutricional na sarcopenia em idosos

A perda da massa magra e da função do músculo esquelético são características do envelhecimento, que podem estar associadas à limitação funcional, incapacidade e até a mortalidade. Essa atrofia muscular associada à idade é denominada sarcopenia e a terapia nutricional na sarcopenia em idosos é um das principais estratégias para prevenir e minimizar o agravo dessa doença.

Em músculos saudáveis, as proteínas e os aminoácidos estão constantemente em equilíbrio, entre síntese e degradação proteica. Este equilíbrio é alterado em pessoas idosas, por diversas razões, que culmina em uma taxa de síntese muscular reduzida.

Diante desses fatos, a Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) publicou um guideline em 2018 específico para a nutrição clínica e hidratação do idoso. As recomendações referentes à terapia nutricional na sarcopenia em idosos e a nutrição em geriatria em geral são:

  1. Recomenda-se que o idoso deve receber 30 kcal/kg/dia e oferta proteica de no mínimo de 1 g/kg/dia. Tais valores devem personalizados de acordo com o estado nutricional, nível de atividade física, tolerância, a doença atual e/ou presença de comorbidades;
  2. Não havendo deficiências de micronutriente específico, a dieta deve conter as quantidades de micronutrientes recomendadas para o idoso saudável;
  3. Todos os idosos, independentemente dos diagnósticos, devem ser rotineiramente avaliados para detectar a presença de desnutrição, usando uma ferramenta válida de triagem nutricional. A avaliação nutricional completa deve ser realizada naqueles identificados pela triagem, e logo após deve ser definido um plano de atendimento nutricional, com monitoramento constante e com ajustes no plano de atendimento, quando necessário;
  4. A intervenção nutricional no idoso deve ser individualizada e abrangente, com o objetivo de obter uma ingesta nutricional adequada, manter ou melhorar o estado nutricional e melhorar a qualidade de vida;
  5. As causas da desnutrição e desidratação devem ser identificadas e eliminadas o mais rápido possível. As restrições alimentares, que podem causar diminuição no consumo das refeições, devem ser revistas e/ou evitadas;
  6. Os idosos com desnutrição ou com risco de desenvolvê-la, que precisam de ajuda para alimentação, hospitalizados ou não, devem receber assistência durante as refeições para garantir uma ingesta suficiente. Para ajudar na ingestão alimentar, os idosos hospitalizados devem permanecer, no momento das refeições, em um ambiente tranquilo, agradável e o mais semelhante possível ao de sua casa. Os idosos em lares específicos devem ser estimulados a realizar as refeições junto com outros idosos;
  7. Os idosos com desnutrição ou com risco de desenvolvê-la devem receber informações e serem instruídos sobre os problemas nutricionais a fim ficarem vigilantes sobre o tema e também melhorarem sua alimentação;
  8. Os profissionais de saúde e os cuidadores também devem ser instruídos sobre as questões nutricionais, de modo a ficarem atentos à quantidade de alimentos consumida pelos idosos.
  9. Todos os idosos com desnutrição ou em risco de desenvolvê-la devem receber:
  • Dietas enriquecidas de modo a atingir a sua meta nutricional;
  • Lanches adicionais de modo a facilitar a ingesta oral;
  • Alimentos pastosos caso tenham dificuldade de mastigação ou de deglutição;
  • Suplemento Nutricional Oral (SNO) a partir do momento em que a ingestão nutricional se tornar insuficiente;
  • SNO após a alta hospitalar de modo a garantir a ingesta nutricional adequada.
  • Ser orientados a manter a SNO por pelo menos 30 dias. A aderência a SNO, a eficácia e os benefícios devem ser avaliados a cada 30 dias. O tipo, a textura, o sabor e o horário para o consumo dos suplementos devem ser individualizados.

10. A Nutrição Enteral (NE) nos idosos deve ser iniciada se a ingestão oral não for possível por mais de 3 dias, ou se ficou abaixo da metade de suas necessidades diárias durante 7 dias, apesar das intervenções realizadas para aumentar a ingestão. Os benefícios esperados e os riscos potenciais da NE devem ser avaliados individualmente e reavaliados periodicamente ou quando as condições clínicas do idoso mudarem.

11. Idosos que necessitem de NE por menos de 4 semanas, devem receber a dieta por sonda nasogástrica. Quando a duração prevista da NE for superior a 4 semanas e naqueles intolerantes à sonda nasogástrica, deve ser realizada a gastrostomia endoscópica. A alimentação oral deve ser encorajada mesmo na presença da sonda nasogástrica ou da gastrostomia.

12. Nos indivíduos desnutridos, a Nutrição Parenteral (NP) ou a NE devem ser iniciadas sem demora, com oferta nutricional progressiva durante os 3 primeiros dias, sendo que os níveis séricos de tiamina, fosfato, potássio e magnésio devem ser monitorados para que se evite a síndrome de realimentação.

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Referência: https://www.espen.org/files/ESPEN-Guidelines/ESPEN_GL_Geriatrics_ClinNutr2018ip.pdf


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Métricas essenciais para criar e manter um consultório de sucesso

Assim como qualquer empresa, seu consultório, seus atendimentos precisam ter o desempenho avaliado para ter sua viabilidade e crescimento garantidos por meio de métricas de consultório de sucesso. Porém, fazer isso é desafiador. Exige planejamento e disciplina para manter constante o monitoramento e execução do que foi planejado.

E quando falamos de métricas de consultório de sucesso, basicamente são indicadores que te falam se seu negócio está “saudável” ou não, também chamados de KPI’s (Key Perfomance Indicators – Indicadores-chaves de performance, em tradução livre). Esses dados precisam ser coletados e quando analisados, como o nome já revela, indicam a performance de um negócio, fornecendo informações seguras para a gestão e para o processo de tomada de decisões de um negócio, no nosso caso, para o consultório/atendimentos. São exemplos de KPI’s para consultório:

Número de consultas por mês

Parece ser óbvio mas muitas(os) colegas não tem o controle de quantas consultas fazem por mês. Essa é uma métrica é essencial porque ela pode indicar como está o faturamento com os atendimentos, se está tendo lucro ou não, comparar o número de atendimentos de um mesmo mês entre os anos e a sazonalidade dos atendimentos, por exemplo. E nesse último ponto, você pode ajustar e tomar decisões de fortalecer seu marketing nos meses que tipicamente há uma menor procura por atendimentos naturalmente.

NPS (Net Promoter Score)

Essa é uma das métricas de qualidade mais usadas nas grandes empresas e você também pode (e deve) usar. De modo geral, o NPS mede o nível de satisfação dos pacientes quanto ao serviço prestado. E como você pode fazer isso? Não custa nada! Você pode, por exemplo, pegar sua base de e-mails/contatos dos pacientes, enviar um Google Forms (ou semelhante) perguntando: “de 0 a 10, qual seria a nota para sua experiência com meu atendimento?”. E você ainda pode deixar outra caixa para que o cliente possa escrever respondendo à pergunta: “caso não tenha dado a nota máxima, o que posso fazer para ter a nota 10?”. Essas informações são extremamente valiosas para medir e tomar decisões sobre a qualidade dos seus atendimentos.

Média de retornos por paciente

Com essa métrica, você poderá avaliar sua fidelização de pacientes. Para esse cálculo, você precisará dividir o número total de consultas pelo total de pacientes, e assim, o resultado será o número médio de consultas por paciente. Não há valores padrões que indiquem se sua fidelização está baixa, normal ou alta. Você deverá analisar essa métrica ao longo do tempo, de acordo com sua realidade e sem comparar com colegas. Isso por justamente depender da sua realidade no momento, por exemplo, da cidade que você atende, do(s) público(s) que você atende, do que você oferece como experiência de atendimento etc. Então acaba sendo um parâmetro individual de cada profissional que deve ser comparado apenas consigo mesma(o) ao longo do tempo.

Ainda há outras métricas de consultórios de sucesso importantes, como taxa de cancelamento de consultas, número de pacientes que não marcaram retorno, entre outras. Mas tendo em mãos os 3 KPI’s citados, você já tem dados valiosos para manter o seu consultório saudável e em constante crescimento com tomadas de decisões inteligentes.

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O que é e como fazer contagem de carboidratos

A contagem de carboidratos é uma estratégia nutricional amplamente utilizada em pacientes com alguma disfunção no metabolismo dos carboidratos, como no diabetes. Mas na prática, o que é e como fazer a contagem de carboidratos?

O principal objetivo dessa estratégia é oferecer à pessoa com diabetes maior flexibilidade em sua alimentação, de acordo com seu estilo de vida, encontrando o equilíbrio entre a glicemia, a quantidade de carboidratos consumida e a quantidade de insulina necessária para metabolizá-los.

Como o carboidrato é o nutriente que mais altera a glicemia, esse método  leva em conta a quantidade total de carboidratos consumidos por refeição, sendo que essa quantidade deverá obedecer às necessidades diárias do paciente. O paciente sabendo a quantidade de carboidratos de cada refeição, além de facilitar o controle glicêmico com a dose certa de insulina, proporciona mais flexibilização no plano alimentar respeitando as preferências e hábitos, melhorando a adesão do paciente ao tratamento. Ou seja, prática, o paciente tem a possibilidade de comer alimentos “fora” do plano alimentar tendo a informação da quantidade de carboidrato desses alimentos.

Existem diferentes métodos de contagem de carboidratos

O método por equivalentes separa-se os alimentos por grupos, onde cada alimento corresponde a uma substituição de 15 gramas de carboidrato. Dessa forma, o paciente poderá realizar substituições entre alimentos, serão estimuladas trocas entre alimentos do mesmo grupo, porém poderá haver situações em que o paciente fará substituições entre os grupos. Por exemplo, um alimento do grupo dos laticínios por um alimento do grupo das frutas.

No método por gramas, a quantidade total de carboidratos por refeição será obtida pela soma dos carboidratos de cada alimento a ser consumido, através do uso de tabelas e rótulos dos alimentos. Esse método é mais preciso, uma vez que se sabe exatamente o quanto de carboidratos será consumido, porém é mais trabalhoso e exige maior habilidade do paciente, será de grande importância que ele se habitue à leitura da tabela nutricional nos rótulos dos alimentos. Apesar disso, na EasyDiet, você nutricionista tem a informação da quantidade de carboidratos de cada refeição prescrita. O que facilita na hora do planejamento da contagem de carboidratos e de passar essas informações para os pacientes.

Resumindo, a prescrição dietética é fundamental para o controle glicêmico no diabetes. Respeitar a individualidade e hábitos do paciente é fundamental para adesão ao tratamento e melhor controle glicêmico. Além disso, a atuação da equipe multidisciplinar é essencial para sucesso do tratamento do paciente diabético, bem como a educação em diabetes.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

Referências: http://www.braspen.com.br/home/wp-content/uploads/2016/12/artigo-9-4-2014.pdf

SBD. Manual de contagem de carboidratos, 2016.


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Erros que você pode estar cometendo no seu posicionamento online

Esses 5 erros de posicionamento online são muito comuns na carreira do nutricionista, infelizmente. Conheça cada um deles e evite-os!

1. Não planejar suas estratégias de captação de audiência/clientela

Criar perfis em redes sociais e esperar que os clientes apareçam não funciona. Você tem que planejar quais serão suas estratégias digitais de captação de clientes. Ou seja, quem será sua persona, como será estruturado o conteúdo que será postado para criar audiência, como será seu funil de vendas (sim, você vende o seu serviço como nutricionista e precisa de processos para gerar as “vendas”), como será sua abordagem em anúncios online etc. E logicamente, depois de fazer todo esse planejamento, você precisa colocar em prática e analisar os resultados.

2. Comunicação pouco clara ou muito técnica

Se você quer uma audiência que esteja interessada no seu trabalho e que marquem consultas com você, é preciso fazer um conteúdo voltado para essas pessoas. Ou seja, você precisa fazer conteúdos que agreguem valor para essas pessoas e que a forma que você se comunica é para esse público. Parece intuitivo mas esse é um erro bastante comum, isso porque temos a tendência de transmitir o conhecimento de forma mais técnica. E já que seus pacientes não serão nutricionistas, não é interessante fazer conteúdos com muitos termos técnicos, o “nutriquês”. Tente passa as informações de forma clara, com linguagem “leiga” e bem explícita.

3. Baixa frequência de postagens

Uma das maiores verdades dentro do marketing é “quem não é visto, não é lembrado”. Não adianta de nada você fazer textos muito elaborados, que demandam horas e mais horas de escrita, quase perfeitos, se você postar só 1 ou 2 vezes por mês. Persistência/frequência são bem mais importantes que intensidade no marketing de conteúdo para gerar mais resultados. Sem dúvidas esse é um divisor de águas nos resultados do marketing digital para captar mais clientes para seu consultório.

4. Não metrificar de onde vêm seus clientes

Medir resultados e analisar as métricas de marketing digital é uma das práticas mais importantes em qualquer negócio, e não é diferente para nutricionistas. Primeiramente, esqueça as métricas de vaidade, como curtidas, seguidores, comentários. Esse tipo de métrica não importa em nada e é perda de tempo analisar e tentar otimizar de alguma forma. O que importa ser analisado basicamente é o número de conversões por canal de vendas. Ou seja, quantos clientes estão vindo do seu e-mail marketing, dos seus anúncios ou organicamente do Instagram, Facebook, Google. Identificar e analisar essa métrica por canal de venda é essencial para otimizar o que está dando certo e tentar melhorar o que não está dando o resultado esperado.

5. Não usar outras tecnologias como diferencial

Qualidade não é mais um diferencial, é uma obrigação. E na nutrição não é diferente. Felizmente, vemos que a nutrição está crescendo, os profissionais da área estão cada vez mais atualizados, oferecendo um serviço de qualidade. Então se diferenciar utilizando tecnologias ao seu favor é essencial para você se destacar no mercado. Oferecer gratuitamente um aplicativo como o da EasyDiet para seus pacientes terem o plano alimentar, orientações e avaliação antropométrica direto do smartphone é um diferencial na experiência do seu atendimento nutricional!

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Do bebê ao adolescente: como interpretar as curvas de crescimento

Do bebê ao adolescente, interpretar as curvas de crescimento é essencial na identificação de sobrepeso ou obesidade, ou correndo risco de se tornarem, verificar problemas de crescimento individualmente e avaliar o estado nutricional em grupos. As últimas curvas de crescimento foram publicadas pela OMS entre 2006 e 2007, ao qual abrange índices como peso por idade, estatura/comprimento por idade, peso por estatura/comprimento e IMC por idade.

Para cada um dos índices citados, estabeleceu-se valores de z-score para cada sexo e para diferentes faixas etárias. Esses valores de z-score foram gerados a partir de dados de um grande estudo multicêntrico de referência do crescimento. Nele, o objetivo era descrever o crescimento de crianças saudáveis, era um estudo de base populacional conduzido em seis países de diversas regiões geográficas: Brasil, Gana, Índia, Noruega, Omã e Estados Unidos.

Por que usar as curvas de crescimento?

Utilizar as curvas de crescimento é fundamental no atendimento nutricional, isso porque a terapia nutricional de bebês à adolescentes visando a saúde é determinada com base na avaliação precisa da evolução de crescimento. Existe um amplo consenso internacional sobre a utilidade dos padrões de crescimento infantil da OMS para avaliar o crescimento de indivíduos de 0 a 18 anos de idade. As normas são derivadas de dados de crianças e adolescentes que se desenvolveram em ambientes que minimizaram restrições ao crescimento, como má alimentação e infecção. Além disso, as mães seguiram práticas saudáveis, como amamentar e não fumar durante e após a gravidez. Os padrões gerados mostram crescimento humano normal sob condições ideais (incluindo a alimentação adequada) e pode ser utilizado para avaliar crianças em todos os lugares, independentemente da etnia e status socioeconômico.

Como as curvas de crescimento funcionam na prática…

As curvas de crescimento funcionam como um plano cartesiano, ao qual cada medida antropométrica (peso, estatura/comprimento, idade e IMC) são assumidas como um eixo do plano, dependendo do índice que será avaliado. Então, a partir dos valores dessas medidas, é feito o ponto de interseção (como um jogo de batalha naval). Os valores de z-score são a referência para indicar se o ponto de interseção das medidas está indicando a normalidade ou alguma alteração naquele determinado índice, e consequentemente, no estado nutricional.

Mas logicamente, você não precisa fazer todo esse processo manualmente no atendimento de de bebê adoslescente curvas de crescimento. Na EasyDiet ao adicionar os dados antropométricos de bebês até adolescentes, é mostrado o resultado das curvas de crescimento, assim como as classificações do estado nutricional de cada índice.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

Referência: WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO child growth standards: Length/height-for-age, weight-for-age, weight-for-length, weight-for-height and body mass index-for-age. Methods and development. WHO (nonserial publication). Geneva, Switzerland: WHO, 2006.


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Terapia nutricional no diabetes: da teoria à prática

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada pela presença de hiperglicemia secundária à redução dos níveis de insulina circulante ou a um déficit dos efeitos teciduais desse hormônio, ocasionando alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios. Além disso, segundo a última estimativa do IDF (2019), estima-se que em 2019 a população mundial com diabetes era da ordem de 463 milhões de pessoas e que deverá atingir 700 milhões em 2045. Com essa pandemia do diabetes, é fundamental termos uma base sobre a terapia nutricional no diabetes, desde a teoria à prática.

Tipos de diabetes

O DM tipo I resulta da destruição das células beta, geralmente levando a absoluta insuficiência de insulina. O DM  tipo II é caracterizado pelo déficit na secreção de insulina e/ou de resistência à insulina. Outros tipos específicos de DM ocorrem devido a outras causas, por exemplo, defeitos genéticos na função das células beta do pâncreas, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças exócrina do pâncreas (tais como cística, fibrose), droga ou induzida quimicamente (tais como no tratamento do HIV/SIDA ou após algum transplante) e o DM gestacional, diabetes diagnosticado durante a gravidez que não é claramente considerado o diabetes em si.

Devido à hiperglicemia, independe da origem, a terapia nutricional é vital para o tratamento e controle do diabetes. Certamente, o DM tipo I é o que precisa de uma cautela maior no planejamento alimentar. Isso porque há a necessidade de ajustar os alimentos ingeridos, principalmente de fontes de carboidratos, com a administração da insulina exógena. Portanto, para isso temos que utilizar a estratégia de contagem de carboidratos. Essa estratégia ajuda o paciente a regular a dosagem de insulina (pela orientação médica) em relação a quantidade ingerida de carboidrato. Ou seja, o paciente ajustará quantas unidades de insulina serão necessárias para metabolizar X gramas de carboidratos.

Na prática…

Mas de modo geral e para todos os tipos de diabetes, precisamos ensinar esses pacientes a fazer escolhas mais assertivas (utilizando a educação nutricional), não fazer terrorismos com alimentos específicos, usar estratégias para amenizar o impacto glicêmico das refeições (como incluir fontes de proteínas, fibras e/ou lipídeos ao prescrever fontes de carboidratos nas refeições) e incentivar a prática de exercícios físicos com orientação profissional.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

Referência: IDF DIABETES ATLAS. 9th- Edition, 2019.


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