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Qual fórmula de percentual de gordura escolher?

A adipometria é um dos métodos mais utilizados nos consultórios de nutrição para avaliar a composição corporal dos pacientes. Após obter os resultados de algumas dobras cutâneas, perimetrias, massa corporal… podemos usar esses dados para aplicar em fórmulas matemáticas para encontrar o percentual de gordura. Porém, temos um grande arsenal de fórmulas que podemos utilizar, então surge a dúvida: Qual fórmula de percentual de gordura escolher?

Primeiramente, vamos entender como são desenvolvidas essas fórmulas. Basicamente, é aferido em grupo amostral a composição corporal utilizando os melhores métodos disponíveis para tal (DEXA, porém, mais comumente utilizou-se a pesagem hidrostática), compara-se com o resultado da aferição das dobras cutâneas são analisadas, são criadas equações matemáticas de regressão e ao final com esses resultados, pode-se deduzir uma nova fórmula.

Limitações…

No entanto, nesse processo há alguns vieses importantes que devemos lembrar. A pesagem hidrostática, que foi um dos métodos mais utilizados para comparação, possui limitações importantes. Por exemplo, assim como boa parte das fórmulas, a pesagem hidrostática tem como resultante a densidade corporal. Ou seja, ainda temos que aplicar esse resultado em alguma fórmula que “transforme” a densidade corporal em percentual de gordura, como as fórmulas de Siri (1961) e Brozek (1963). E essas fórmulas também têm vieses no seu desenvolvimento.

Além disso, para escolher melhor as fórmulas que serão utilizadas no cálculo do percentual de gordura, devemos nos atentar sobre qual foi o público estudado para gerar a fórmula. Portanto, compilamos as principais fórmulas de percentual de gordura e seus respectivos públicos que a fórmula pode ser melhor aplicada:

ReferênciaPúblico
Durnin & Womerley (1974)Homens (17 a 72 anos) Mulheres (16 a 68 anos)
Jackson & Pollock (1978)Homens (18 a 61 anos)
Jackson, Pollock & Ward (1978)Mulheres (18 a 55 anos)
Slaugther & Cols (1988)Adolescentes (8 a 18 anos)
Guedes (1985) + Siri (1961)Homens e mulheres brasileiros (18 a 20 anos)
Petroski (1995) + Siri (1961)Homens e mulheres (18 a 66 anos)
Forsyth & Sinning (1973) – 4 dobras + Brozek (1963)Homens atletas (19 a 22 anos)
Forsyth & Sinning (1973) – 2 dobras + Brozek (1963)Homens atletas (19 a 22 anos)
Forsyth & Sinning (1973) – 2 dobras e altura + Brozek (1963)Homens atletas (19 a 22 anos)
Forsyth & Sinning (1973) – 4 dobras e altura + Brozek (1963)Homens atletas (19 a 22 anos)
Lohman (1981) + Siri (1961)Homens adultos
Lohman (1986)Homens e mulheres jovens (7 a 16 anos)
Thorland (1984) – 7 dobras + Siri (1961)Homens e mulheres atletas (14 a 19 anos)
Thorland (1984) – 3 dobras + Siri (1961)Homens e mulheres atletas (14 a 19 anos)
Withers & Cols (1987) + Siri (1961)Homens e mulheres atletas (20 a 25 anos)
Deurenberg (1999)Crianças com ≤ 15 anos

Então, o que fazer na prática?

Vale ressaltar que todas essas fórmulas você pode utilizar com segurança na EasyDiet e colocamos os respectivos públicos-alvo de cada fórmula para que você escolha a melhor para cada paciente. Sabemos que os pacientes pedem muito para saber o percentual de gordura e não há problema com isso. Basta escolher a melhor fórmula aplicada para aquele paciente no momento e tentar repetir os procedimentos antropométricos da mesma forma sempre.

Porém, para você avaliar melhor a evolução dos pacientes, você pode também tratar as dobras por si só (ou seja, avaliou a dobra cutânea bíceps e deu 6 mm no mês passado e esse mês deu 3 mm, qual o resultado? Perda de 3 mm na dobra cutânea bíceps). Ou comparar o somatório de dobras centrais (subescapular, abdominal, supra espinhal, crista ilíaca) e periféricas (bíceps, tríceps, coxa e panturrilha) e da mesma forma compará-la com o passar do tempo. Além disso, o acompanhamento do somatório de dobras centrais, por exemplo, expressa a relação do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

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Autores do texto: Matheus Medeiros e Rodrigo Rüegg

Como captar clientes em tempos de crise

Em tempos de crise como estamos passando, é comum pensarmos que está mais difícil manter ou até aumentar o número de atendimentos. Felizmente, há estratégias e ferramentas que podemos usar ao nosso favor nessa situação e até mesmo quando tudo voltar ao “normal”. Então, o que fazer? Como captar clientes em tempos de crise?

E a resposta é simples…

Invista em marketing. Mais especificamente, o marketing digital é a ferramenta mais poderosa e atualmente mais utilizada na divulgação de um produto ou serviço. No marketing digital, a gente pode afunilar para o marketing de conteúdo. Se você escreve um post, faz um vídeo e assim, as pessoas percebem que você conseguiu agregar um resultado, uma informação que elas não tinham antes, imediatamente você vira uma autoridade. Ou seja, você tem que planejar temas e o modo de comunicar com sua persona de um jeito que ela nunca ouviu, para que ela aprenda de um jeito que não entendeu.

Isso não quer dizer que pra essas pessoas tudo o que você falar é uma verdade absoluta. Portanto, isso quer dizer apenas que agora você tem mais autoridade do que tinha antes, como uma graduação. E a cada interação com sua persona, você deve se atentar a isso e trabalhar esse processo de aumento de autoridade. Com o marketing de conteúdo bem feito, as pessoas sentem que vale a pena confiar no(a) criador(a) do conteúdo porque essa pessoa sabe do que está falando, mas não porque ela está prometendo ajudar as pessoas, e sim porque com o que ela está falando, ela está efetivamente ajudando as pessoas.

Além disso, outro ramo do marketing digital é o tráfego pago. Se você quer captar mais clientes para o seu consultório, salva essa dica: pague o Facebook e o Google para encontrar os clientes para você. Simples e direto assim. O tráfego pago é a melhor forma de “automatizar” a captação mais pacientes. Investindo em tráfego pago para encontrar os clientes para você, o que vai acontecer é que você vai economizar tempo, vai automatizar a captação de clientes e aparecer pra quem ainda não te conhece ainda, tudo isso investindo nessas plataformas. Nelas, por exemplo, você vai poder filtrar públicos por gênero, idade, localidade, interesses e muito mais. Então você pode encontrar e impactar pessoas interessadas no seu serviço, no seu atendimento.

E que tal unir os tópicos anteriores?

Já pensou na escala de impacto que tem sua mensagem, seu conteúdo ser transmitido para um número maior de pessoas com o tráfego pago e não contar apenas com o alcance orgânico? Essa é uma forte estratégia que os grandes players dos mais diversos mercados, incluindo a nutrição, utilizam para ganhar mais audiência, mais autoridade e também mais clientes.

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Autor do texto: Matheus Medeiros

Como utilizar e calcular os MET’s na prática?

O Equivalente Metabólico da Tarefa, mais conhecido na nutrição esportiva como MET (abreviação de Metabolic Equivalent of Task), estima o gasto energético de atividades e exercícios físicos. Mas como utilizar e calcular os MET’s na prática?

Primeiramente, vamos entender um pouco mais sobre os MET’s. O MET de cada atividade/exercício físico está relacionado com o consumo de oxigênio (cerca de 3,5 mL de O2/kg/min) e varia com a intensidade do exercício físico. Por exemplo, o MET do ciclismo com velocidade média entre 16 a 19 km/h é diferente (menor) do MET do ciclismo com velocidade média entre 19 a 22 km/h.

O resultado do cálculo do MET de uma atividade ou exercício físico é em kcal, resultante da multiplicação do MET pelo peso e tempo de duração da atividade ou exercício em horas (MET x Peso x Duração em horas). Isso porque leva-se em consideração que 3,5 mL de O2/kg/min equivale a 1 kcal/kg/h. Ou seja, para um indivíduo com 70 kg que pratica 1 hora de musculação com intensidade média e o MET para esse exercício é igual a 4,5, temos:

4,5 (MET) x 70 x 1 = 315 kcal

Ou seja, para o exemplo acima, o indivíduo gasta 315 kcal para o exercício físico e tempo de duração citados. E esse gasto calórico deve ser adicionado ao cálculo de necessidades energéticas. Porém, devemos ter alguns cuidados na hora de fazer esses cálculos.

Cuidados ao usar os MET’s

Apesar de ser uma fórmula simples e que será apenas somada ao gasto energético, devemos nos atentar em alguns pontos para evitar erros. Por exemplo, em fórmulas de necessidade energética que levem em conta o NAF (nível de atividade física) ou constantes semelhantes, a atividade ou exercício físico em questão deverá ser desconsiderada na escolha do NAF ou constante semelhante no cálculo, caso se utilize o MET posteriormente. Isso porque caso o gasto energético da atividade ou exercício físico seja considerado tanto no NAF ou semelhante, como no MET, o resultado da necessidade energética poderá estar superestimado, visto que foi levado em conta 2 vezes dentro do mesmo cálculo.

Outros cuidados devem ser tomados na hora calcular o gasto energético, como saber com o máximo de exatidão possível a duração da atividade ou exercício físico. Já que é comum casos de superestimação do tempo, principalmente em praticantes de musculação, visto que o tempo de permanência na academia não é necessariamente o tempo da prática de musculação em si. Assim como o tempo de intervalos variam muito de acordo com cada protocolo e devem ser subtraídos do tempo total. Por isso e outras várias razões, sempre mantenha uma boa e clara comunicação tanto com o cliente, como com o treinador do cliente.

Como evitar esses erros

E para minimizar esses erros de cálculos energéticos, você pode usar a EasyDiet. Além das outras várias ferramentas que temos, o cálculo energético foi projetado para que você tenha mais segurança nessa hora. Você escolhe o protocolo que quer usar para o paciente e depois temos os “Esportes praticados”, lugar ao qual você sinalizará ao sistema qual ou quais esportes o paciente pratica. E automaticamente o sistema fará os cálculos em tempo real, com base no respectivo MET de cada atividade ou exercício físico caso você opte por usar esse método. Abaixo temos uma pequena amostra dessa funcionalidade:

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EasyDiet, feito por nutricionistas para nutricionistas.

Autor do texto: Matheus Medeiros


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Qual é o melhor método antropométrico?

Bem, o melhor método de avaliar a composição corporal seria por via da dissecação, entretanto não podemos fazer isso por razões óbvias, não é? Então o que nos resta são outros métodos que possuem algumas limitações. E o melhor método antropométrico será aquele que você conseguir controlar as limitações. Então vamos conhecer um pouco mais das ferramentas que estão mais acessíveis ao nosso atendimento nutricional e ver qual o melhor para a gente.

Bioimpedância

Começaremos a falar da análise de impedância bioelétrica (BIA ou AIB) que usa um equipamento que emite uma corrente elétrica, geralmente com frequência de 50kHz e baixa amplitude (800 µA), para o seu corpo e a medida que essa corrente elétrica vai passando por ele vai sofrendo impedância (resistência e reactância), uma espécie de retardo desse fluxo. Essa corrente elétrica é altamente depende de íons que estão diluídos em fluidos corporais no meio intra e extracelular.

Nossa massa magra é rica tanto em água quanto eletrólitos, assim a corrente elétrica quando passa por ela é facilitada a sua passagem. Mas, o tecido adiposo, tecido ósseo e espaços ocos são locais com pouca água em comparação a massa magra, o que dificulta a passagem dessa corrente.

Assim, a bioimpedância irá determinar o valor dessa impedância e estimar os componentes corporais a partir de equações preditivas que são ajustadas para populações específicas respeitando sexo, etnia, massa corporal, altura, idade, nível de atividade física.

Dessa forma, nós temos duas coisas para se atentar: 1) o estado de hidratação do paciente influenciará a passagem da corrente elétrica, logo alguns pré-requisitos são necessários para o controle da hidratação, como: fazer jejum 4h antes do teste; não consumir bebida alcóolica no dia do teste; evitar alimentos ricos em cafeína dois dias antes do teste; não fazer sauna no dia da avaliação; não realizar atividade física no dia do teste; Retirar todos os adornos metálicos (brincos, pulseiras, relógio, colar…); urinar e evacuar antes do teste; não estar no período menstrual; se manter em uma posição deitada 5 a 10 minutos antes do teste. Muita coisa, não é? Veja que muito dessas coisas são dependentes da disciplina do nosso paciente em fazer ou não.

2) Muitos equipamentos de bioimpedância não nos informam qual a equação preditiva está programada naquele equipamento, assim não temos noção do estudo original que produziu aquela equação, as características da população estudada para ver se é semelhante a população que eu estou aplicando aquela técnica ou se existem estudos de validação em outras populações.

Limitações e custo

Qual o problema de aplicar uma equação em um paciente que é diferente das características originais do estudo? Porque você pode ter qualquer resultado e isso vai acabar sendo um problema para a sua prescrição nutricional.

Caso o equipamento forneça os valores da impedância à parte, você pode pegar esses valores e encontrar na literatura científica uma equação que mais se assemelhe ao seu paciente.

Assim, a BIA é uma excelente ferramenta para a análise da composição corporal, mas o nutricionista precisa controlar esses dois fatores.

Em relação ao custo do produto, existem bioimpedâncias que custam desde 150 reais até 70 mil reais. Mas lembre-se, nem sempre o equipamento mais caro que é o melhor. Analisem nos equipamentos o que vocês acabaram de ler aqui para não ter apenas um objeto decorativo no seu consultório.

Adipometria

Um outro método para avaliar a composição corporal é a antropometria que utiliza técnicas mistas de dobras cutâneas, perimetrias e diâmetros ósseos para avaliar os componentes corporais.

A antropometria depende de técnica, você precisa avaliar o paciente da mesma forma sempre, por isso a proficiência é necessária. Você acha que aprendeu o suficiente para execução da técnica? Se sim, ótimo. Mas se não, avalie pelo menos 75 pessoas para começar a ganhar experiência. Lembre-se que a técnica é dificultada quando trabalhamos com obesos e com idosos pelo excesso de gordura e pele, respectivamente. O que demanda um cuidado especial.

Após obter os resultados de algumas dobras cutâneas, perimetrias, massa corporal… temos dois caminhos a escolher: 1) pegar esses valores e colocar em equações preditivas para obter o resultado da porcentagem da gordura corporal e massa magra. Possivelmente você já deva ter ouvido falar nas equações de Jackson & Pollock; Durnin & Womersley; Guedes; Petroski… esbarramos no mesmo problema do item 2 da bioimpedância: usar essas equações no nosso paciente e não respeitar características como etnia, sexo, nível de atividade física, adipômetro usado pelo autor, idade… pode resultar em um valor muito diferente do que corresponde à realidade. Portanto, achar uma equação que foi validada para a população que você atende é muito difícil.

Assim, acredito eu, ser mais prudente usarmos a segunda opção, caso você utilize a antropometria, que é: 2) utilizar os valores das medidas e comparar com elas mesmas. Exemplo: avaliou a perimetria do braço relaxado e deu 32 cm no mês passado e esse mês deu 28 cm, qual o resultado? Perda de 4 cm na perimetria do braço relaxado. Ponto.

Podemos usar, para as dobras cutâneas, somatório de dobras centrais (subescapular, abdominal, supra espinhal, crista ilíaca) e periféricas (bíceps, tríceps, coxa e panturrilha) e da mesma forma compará-la com o passar do tempo. Somatório de dobras centrais aumentadas é sinal de risco para doenças cardiovascular.

Ultrassom

Uma outra ferramenta para avaliar a composição corporal que está invadindo os consultórios atualmente, apesar do preço salgado em comparação aos outros métodos, é o ultrassom. A técnica do ultrassom tem ótimas vantagens: é portátil, não depende do estado de hidratação do paciente, fácil utilização em obesos e idosos, usa imagens como resultado e avalia a espessura do tecido adiposo subcutâneo e visceral e a musculatura esquelética. Apesar da técnica da realização ser fácil, interpretar as imagens geradas pode ser um desafio para quem não tem o costume, por isso realizar curso de interpretação de imagens de ultrassom (que as vezes o próprio equipamento fornece) é necessário.

A utilização da espessura do tecido muscular esquelético e gordura subcutânea para comparação posterior é o mesmo princípio do que eu falei sobre o item 2 da antropometria e pode ser muito interessante o acompanhamento do paciente dessa forma.

Mas, o que as pessoas querem é a famosa porcentagem de gordura corporal. O ultrassom fornece isso? Sim, mas utiliza equações da antropometria para ter esse resultado. O que parece ser bem errado já que as equações utilizaram dobras cutâneas usando um adipômetro que é bem diferente da espessura do tecido obtida por um ultrassom. Mas para contornar esses problemas a literatura científica vem trazendo estudos de validação para checar se é válido a utilização dessas equações para certas populações, para algumas populações vem sendo válidos e para outras não. O problema é que estudos para a população brasileira são escassos. Assim a utilização dessas equações antropométricas em equipamentos de ultrassom para se obter a composição corporal pode ser um verdadeiro tiro no pé e comprometer a sua prescrição nutricional.

Conclusão

Em resumo, não existe um melhor de avaliar a composição corporal. Dito as vantagens e limitações de cada método, cabe a você decidir onde você consegue ser melhor, diminuindo as chances de erros na avaliação e ter um resultado mais próximo da realidade.

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Autor do texto: Rodrigo Rüegg

Leitura complementar:

Eickemberg M,Oliveira CC , Roriz AKC, Sampaio LR. Bioelectric impedance analysis and its use for nutritional assessments. Rev.Nutr., (Campinas),2011 nov./dez.24(6):883-893.

Costa, Roberto Fernandes da, Gomes, Rodrigo Vitasovic, Lima Ribeiro, Sandra Maria, Veibig, Renata Furlan, & Aoki, Marcelo Saldanha. (2010). Equações preditivas de gordura corporal: saber escolher é fundamental. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 16(5), 393-394.

Neves, Eduardo Borba, Ripka, Wagner Luis, Ulbricht, Leandra, & Stadnik, Adriana Maria Wan. (2013). Comparação do percentual de gordura obtido por bioimpedância, ultrassom e dobras cutâneas em adultos jovens. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 19(5), 323-327


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Creatina: como e quando prescrever?

A creatina é um dos suplementos mais estudados e utilizados mundialmente. Mas como e quando prescrever a creatina?

Primeiro, temos que ressaltar que a creatina não é apenas usada e estudada na área esportiva. As aplicações clínicas da creatina também são amplas e muito bem conhecidas. Nesse contexto, a creatina tem apresentando resultados promissores como um tratamento adjuvante em diversas doenças, principalmente nas que são caracterizadas por perda de massa muscular, baixa massa óssea, síndromes articulares, distúrbios nervosos centrais e distúrbios metabólicos.

Nas aplicações esportivas, a creatina se destaca com resultados positivos na performance em exercícios de curta duração (< 30 segundos) e de alta intensidade. Apesar que, estudos mais recentes também mostram melhoras no desempenho em exercícios com duração maior que 30 segundos. Por exemplo, em exercícios resistidos, sprints de ciclismo, corrida, natação, futebol (dependendo da posição do jogador), entre outros.

Ainda com essa vasta aplicações clínicas e esportivas, temos que ter critério na prescrição da suplementação de creatina. Já comentamos aqui sobre se a suplementação de creatina afeta a função renal. Em indivíduos saudáveis não há problema nenhum, porém, ainda não se sabe da real segurança dessa suplementação em indivíduos que tenham comprometimento renal ou alguma condição patológica que tenha o risco de desenvolvimento de lesão renal. Por isso, antes de iniciar a suplementação de creatina, é muito importante avaliar a função renal por meio de exames bioquímicos, como creatinina sérica/urinária, ureia sérica/urinária, cistatina-C (esta última se houve a possibilidade devido ao custo).

Protocolos e doses

Dado os casos em que podemos prescrever a suplementação de creatina e os cuidados que devemos ter, vamos aos protocolos. O mais conhecido é a fase de saturação seguido da fase de manutenção. A primeira fase consiste em doses mais altas (20 a 30 g ou 0,3 g/kg por dia) durante 5 a 7 dias para promover a saturação dos níveis de creatina no organismo, ou seja, atingir o nível máximo de armazenamento de creatina em um curto período. E a segunda fase consiste em doses menores (5 g ou 0,06 g/kg por dia) durante um período mais longo e que pode variar de acordo com a necessidade do paciente/cliente.

Porém, esse protocolo citado acima é mais indicado para atletas ou desportistas que tenham, por exemplo, um campeonato em algumas poucas semanas de “distância” da prescrição. Nesses casos, é recomendado fazer o protocolo de saturação-manutenção. Além desses casos que realmente precisem de uma saturação rápida dos níveis de creatina, não nenhuma outra situação que seja necessária o protocolo de saturação-manutenção de creatina. Isso porque em todos os outros casos a saturação dos níveis de creatina pode ser feita com as doses da manutenção. Logicamente, utilizando apenas as doses de manutenção, a saturação dos níveis de creatina vai demorar mais para ser alcançada, mas é atingida. Como ilustrado na imagem abaixo:

Outra ressalva na hora da prescrição é por quanto tempo pode durar a suplementação de creatina de forma segura. Antigamente, a maioria das pessoas “ciclavam” a creatina por 2 ou 3 meses e depois paravam porque os estudos que demonstravam segurança da creatina sob a função renal só duravam esse período. Mas hoje já se sabe que mesmo por 10 anos seguidos de suplementação, a creatina não altera a função renal em indivíduos saudáveis. Porém, a resposta para essa questão de quanto tempo deve durar a suplementação é: depende. Depende da sua conduta como nutricionista e quanto tempo você achar necessário de acordo com as necessidades do seu paciente.

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Autor do texto: Matheus Medeiros


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Referências:

In Sickness and in Health: The Widespread Application of Creatine Supplementation. 2011.

Studies on the safety of creatine supplementation. 2011.

Creatine supplementation increases muscle total creatine but not maximal intermittent exercise performance. 1999.

O que é mais importante: índice ou carga glicêmica?

Provavelmente você já teve contato com os conceitos e diferenças entre índice glicêmico e carga glicêmica. Mas na prática, o que é mais importante: índice ou carga glicêmica?

Mas antes de responder, vamos relembrar os conceitos e diferenças. Índice glicêmico, basicamente, é uma medida que representa o impacto dos carboidratos presentes nos alimentos na concentração de glicose no sangue (glicemia). Ou seja, alimentos que provocam um maior aumento na glicemia têm maior índice glicêmico. E o contrário também é verdadeiro. Para se tomar como referência nessa medida utiliza-se pão branco ou uma solução de glicose (50 g de carboidratos para ambos os casos). Porém, a utilização da glicose é mais recomendada porque o pão tem diversas prováveis variações da sua composição, o que pode influenciar nos resultados.

O índice glicêmico pode ser classificado em baixo, médio ou alto, dependendo do impacto na glicemia provocado pela ingestão do determinado alimento.

ClassificaçãoÍndice glicêmico do alimento (%)
Baixo≤ 55
Médio56 a 69
Alto≥ 70

Já a carga glicêmica é a quantificação do efeito total de uma determinada quantidade de carboidratos na glicemia. Mas como assim o “efeito total”? Isso porque a carga glicêmica leva em conta o próprio índice glicêmico do alimento e a quantidade de carboidratos em si do alimento. Ou seja, por envolver essas duas variáveis, a carga glicêmica leva em consideração tanto a quantidade como a “qualidade” dos carboidratos dos alimentos. Assim como o índice glicêmico, a carga glicêmica também possui classificações de baixo, médio e alto, de acordo com a carga glicêmica do alimento.

ClassificaçãoCarga glicêmica do alimento (g)
Baixo≤ 10
Médio11 a 19
Alto≥ 20

E na prática? Qual devo usar?

Ambos conceitos têm sua respectiva importância. Porém, a carga glicêmica por avaliar tanto a quantidade como a qualidade dos carboidratos que impactarão a glicemia, acaba tendo um peso maior nas tomadas de decisão. Por exemplo, a melancia apresenta um alto índice glicêmico (80%), porém, por ter uma quantidade pequena de carboidratos (5 g em 100 g), tem uma carga glicêmica baixa. Traduzindo-se, apesar do alto índice glicêmico, o impacto na glicemia é pequeno devido à baixa quantidade de carboidratos. O contrário também pode acontecer. Por exemplo, o espaguete cozido (porção de 180 g) possui um baixo índice glicêmico (46%) e uma alta carga glicêmica (22 g). Nesse caso, apesar do baixo índice glicêmico, o impacto na glicemia é alto devido à alta quantidade de carboidratos.

Porém, vamos para um terceiro exemplo. O espaguete cozido, mas integral tem baixo índice glicêmico (42%) e uma carga glicêmica média (17 g). E por que existe essa diferença entre a forma “normal” e a integral? Porque há fatores que influenciam o impacto dos alimentos na glicemia. Teor de proteínas, aminoácidos livres, lipídeos e fibras do próprio alimento afetam a absorção dos carboidratos a nível intestinal, assim o impacto na glicemia pode variar de acordo com a presença e concentração desses nutrientes no próprio alimento ou refeição. Além disso, a variabilidade intra e interindividual da resposta glicêmica aos alimentos também são fatores para se levar em consideração à aplicabilidade dos conceitos de índice e carga glicêmica na prática clínica.

Em resumo…

O uso dos conceitos de índice e carga glicêmica não substitui a estruturação da conduta nutricional como um todo, pode ser apenas complementar. Estimular o aumento do consumo de frutas, vegetais e legumes, além da escolha por produtos integrais e menos processados acaba sendo mais assertivo e de mais fácil entendimento para os pacientes de modo geral.

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Referências:

Dietary carbohydrate (amount and type) in the prevention and management of diabetes: a statement by the American Diabetes Association. 2004.

International table of glycemic index and glycemic load values. 2002.

Glycemic index and disease. 2002.

Glycemic index in chronic disease: a review. 2002.

International tables of glycemic index and glycemic load values. 2008.

A nova revolução da glicose: a solução para a saúde ideal. 2003

Como fazer a gestão do consultório

Quando vamos iniciar os atendimentos em consultório, não importa se é alugado ou próprio, a gestão é necessária e essencial. Porém, nossa formação não abrange tão bem essa área (e não é demérito das graduações, não há como ensina tudo que precisamos para o mercado em 4 ou 5 anos junto com o conhecimento técnico da nutrição), então como fazer a gestão do consultório?

Primeiro, há aspectos que você deve considerar fundamentais para uma boa gestão do seu negócio, do seu consultório. Um deles é a disciplina. Você deve ter a disciplina, por exemplo, de ter um tempo reservado para a gestão do seu consultório. Um dia, ou um turno que seja, para você:

Planejar e monitorar:

O que está acontecendo no meu consultório? Como eu posso padronizar, otimizar e melhorar a experiência de atendimento dos meus pacientes (desde o agendamento da consulta até o acompanhamento pós-consulta)? Quais são as despesas fixas e variáveis do consultório? Quanto estou gerando de receita para cobrir as receitas e gerando quanto de lucro? Quais são minhas metas a curto, médio e longo prazo? O que preciso fazer para alcançar cada uma? Quanto tempo estou gastando em cada processo do atendimento e como posso otimizar para evitar atrasos entre os atendimentos? O que posso fazer para atrair, engajar e converter uma audiência em clientes? O que posso fazer para encantar e fidelizar mais os pacientes que tenho atualmente? Quais parcerias estratégicas eu posso fechar para agregar os atendimentos? Essas são algumas perguntas básicas que você pode se fazer frequentemente (semanalmente já é suficiente) no planejamento e monitoramento do seu negócio.

Executar:

De nada adianta você planejar e não executar, certo? Então, depois do planejamento é a hora de você colocar a mão na massa! Você já identificou os pontos para serem melhorados ou testados. Quando você executar, será um teste e você deve encarar como tal. Deu bons resultados? Repete! Deu errado? O que faltou para dar certo? A duração da execução foi suficiente para você ter uma resposta? Se a resposta definitiva foi que não deu certo, você toma como aprendizado, nada que você fez, testou, tentou foi tempo perdido.

Estruturando um processo como este e que você mantenha a disciplina de fazer essa gestão com consistência, você sempre manterá seu consultório “saudável” e irá prevenir imprevistos e problemas. E para te ajudar no controle financeiro, temos uma planilha que você pode baixar gratuitamente clicando aqui.

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Como atender pacientes que têm condições fora da sua especialidade

Na prática do consultório, é comum a gente se deparar com casos que não nós sentimos confortáveis ou seguros. Então como atender pacientes que têm condições fora da sua especialidade?

Já falamos sobre isso mais especificamente em vegetarianos, mas claro que isso pode acontecer em qualquer caso. Talvez não se sinta segura agora em atender, por exemplo, crianças, ou atletas de alto rendimento, ou qualquer outra condição. Mas ao se deparar com essas situações que não são da sua “área” e sair da zona de conforto não é tão ruim assim.

Se você não estiver segura de fazer a prescrição na hora da consulta, você pode simplesmente orientar de forma geral sobre alimentação saudável e falar que o plano alimentar vai ser entregue depois, e que nele será trabalhado todas as especificidades para o caso e objetivo dele, por isso o plano não será entregue na hora da consulta. Então a partir desse momento, há 3 pontos que você deve executar para começar a atender com excelência essas condições fora da sua zona de conforto:

Estudar o caso.

Primeiro, começar pelo básico. Consulte livros sobre a fisiologia daquela condição, assim você já vai começar a entender de forma geral o que acontece naquele caso. Depois você deve buscar artigos científicos sobre condutas nutricionais da condição em questão, possíveis necessidades nutricionais específicas (como por exemplo, distribuição de macronutrientes diferente da população em geral, necessidade aumentada de algum micronutriente específico que você se atentar na adequação) e isso já vai te dar uma boa base para conduzir o caso.

Discutir o caso com colegas nutricionistas.

Trocar experiências nessa situação é extremamente produtivo e te dará boas informações sobre o caso. Saber sobre condutas que funcionaram ou não para aquela condição e ter conhecimento de especificidades no atendimento para que você melhore no próximo são exemplos dos benefícios de recorrer a colegas nutricionistas.

Discutir o caso com outros profissionais de saúde.

Sabemos que o trabalho multidisciplinar é essencial para o sucesso do tratamento do paciente em hospitais e isso não é diferente no atendimento em consultório. Conversar o médico, educador físico e os profissionais que estão cuidado do caso do paciente junto com você é fundamental para você ter mais conhecimento sobre aquela condição e ter mais segurança na prescrição nutricional.

Tenha a certeza que executando esses 3 pontos, sua conduta nutricional estará embasada cientificamente e você terá bem mais segurança de atender não só uma, mas qualquer condição fora da sua zona de conforto.

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Autor do texto: Matheus Medeiros


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Glutamina: da teoria à prática

A glutamina é o nutriente preferido das células intestinais e do sistema imune. Mas devido a esse fato, muitas pessoas acabam associando e acreditando que suplementar glutamina aumenta a imunidade. Antes de falar sobre essa associação com o sistema imune, vamos falar um pouco sobre a absorção intestinal da glutamina.

Esse aminoácido é utilizado como fonte principal de energia dos enterócitos, assim, cerca 70% da glutamina que chega no intestino é consumida pelos enterócitos, e os 30% que passa para o sangue ainda pode reaproveitado por essas próprias células. Como praticamente não sobra glutamina nesse processo para ser aproveitada por outras células, logo ela não estimula diretamente o aumento da imunidade. Porém, a glutamina é útil na melhora do funcionamento intestinal. E pelo fato de ser muito bem absorvida e utilizada pelas células intestinais, ela pode contribuir indiretamente para o sistema imune. Vamos explicar o porquê ser indiretamente.

A medida que se melhora o funcionamento do intestino, muitas vezes por consequência, se ver melhora também da imunidade. É comum o comprometimento imune devido ao mau funcionamento do intestino, devido à alterações na barreira das células intestinais (tight junctions). O “afrouxamento” dessa barreira leva a uma maior permeabilidade de microrganismos e moléculas pró-inflamatórias, como patógenos, toxinas e antígenos, do ambiente luminal para os tecidos da mucosa e sistema circulatório. Estudos mostram que a glutamina pode melhorar tight junctions, mantendo permeabilidade intestinal em níveis normais. Por isso, acaba melhorando o seu sistema imune. Mas perceba que a melhora da imunidade é de uma forma indireta.

Levando para a prática…

A glutamina é bastante utilizada em casos de síndrome do intestino irritável, com a finalidade de reparação das células do intestino, regularizando o fluxo intestinal e tendo assim um papel essencial no equilíbrio e saúde do intestino. Em casos de intestino desregulado, seja por obstipação ou por diarreia, a glutamina pode ajudar no fluxo intestinal, funcionamento das células intestinais e na formação do bolo fecal. A glutamina também pode ser benéfica em casos de mau funcionamento das células intestinais devido a doenças ou por comprometimento secundário, em alguns casos de doença de Crohn e intolerância à lactose, por exemplo. Já em pacientes que tenham tumores ou câncer do trato gastrointestinal não é recomendada a suplementação por ser um nutriente estimula o maior funcionamento e replicação das células intestinais.

Quando vamos falar da aplicação no esporte, a suplementação de glutamina não tem comprovação científica de aumentar o rendimento e performance, seja relacionado com a melhora do condicionamento físico ou hipertrofia. Sabe-se que a glutamina pode estimular a via mTOR, responsável pela síntese de produção de proteínas, porém, com a glutamina essa via é estimulada nas células intestinais, e não no músculo. Assim, a suplementação de glutamina não atua no processo de hipertrofia muscular.

Em atletas, é comum haver o comprometimento das tight junctions devido a hiperperfusão do intestino. Assim, atletas tem uma maior probabilidade de ter uma maior permeabilidade intestinal, e por consequência, ter a imunidade afetada. Vale ressaltar que essas alterações na barreira intestinal acontecem com atletas de alto rendimento, e não em desportistas. E nesses casos de alto rendimento e por esse motivo das alterações nas tight junctions, a suplementação de glutamina pode ser útil e os estudos mostram resultados efetivos sobre a performance e imunidade.

Doses recomendadas

A literatura mostra uma comprovação científica é na faixa de 5 a 10 g podendo ser dividida e oferecida em jejum ao acordar e antes de dormir, ou seja, distante das refeições para melhorar sua absorção. Na prática, ao invés de dar os 10 gramas de uma vez, você pode fracionar 5 g em jejum ao acordar e 5 g antes de dormir para ter um melhor aproveitamento da glutamina.

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Referências:

Glutamine in critical care: current evidence from systematic reviews. 2006.

Oral supplementation with L-glutamine alters gut microbiota of obese and overweight adults: A pilot study. 2015.

Glutamina como coadyuvante en la recuperación de la fuerza muscular: revisión sistemática de lá literatura. 2015.

Effect of Glutamine supplementation combined with resistance training in young adults. 2001.

Membrane transporters for the special amino acid glutamine: structure/function relationships and relevance to human health. 2014.

Como atender a alta demanda de vegetarianos no consultório

O crescente número de aptos ao veganismo/vegetarianismo é refletido nos consultórios de nutrição. Assim, você pode se perguntar: como atender essa alta demanda de vegetarianos?

Primeiramente, se você não se sente confortável atualmente em atender essa demanda ou não quer atender, você pode encaminhar para um colega outro profissional da área, não há problema nenhum nisso. Isso porque, é claro que é um público com especificidades importantes e por isso precisamos estar por dentro sobre as necessidades desse público, saber os conceitos de cada grupo dentro do próprio vegetarianismo e nos atualizando sempre sobre o tema. Então, se você quer atender esse público devido à alta demanda que está vindo para o seu consultório, o indicado que você estude bastante antes de atender os primeiros clientes vegetarianos, procurar estudos que possam embasar suas condutas nutricionais e então, quando você estiver segura, atender a demanda.

O que fazer na prática

Na prática, por exemplo, é bem difícil atender um paciente vegano e entregar o plano alimentar no mesmo dia. Além de ter algumas peculiaridades, como o uso de suplementação, os substitutos das refeições são um pouco mais “trabalhosos” de planejar (se você ainda não estiver familiarizada com esse público), você deverá pesquisar receitas que atendam esse público, enfim. São vários pontos que merecem uma atenção maior devido à dificuldade, natural, que você poderá ter em conseguir adequar o plano.

Para que você se sinta mais segura e confiante ao iniciar os atendimentos com vegetarianos, peça prazo (a depender de quanto você precise, 3-5 dias, por exemplo) para estudar o caso dele e para entregar um plano alimentar. Nesse tempo, você pode consultar um(a) colega que tenha uma certa experiência com esse público e que possa te ajudar nos primeiros pacientes.

Com relação ao planejamento alimentar, alguns nutrientes podem ser mais difíceis de adequar sim em relação a uma dieta onívora. Porém, isso vai depender muito de qual “grupo” de vegetariano você está atendendo. Por exemplo, ovolactovegetarianos tendem a ter um planejamento mais fácil de adequar os nutrientes em relação a veganos e vegetarianos estritos. Alguns nutrientes podem precisar serem suplementados, como proteínas em geral, cálcio, ferro, ácido fólico e vitamina B12 merecem atenção durante o planejamento e o monitoramento dos exames bioquímicos desses nutrientes é essencial.

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